![]() |
| Darci Junior "briga" pela bola em partida de Power Soccer |
Por muitas vezes reclamamos de nossas vidas e nos lamentamos por nossas dificuldades e limitações. Mas podemos decidir lutar pelos nossos sonhos e assim, superar as barreiras que encontramos durante a vida e sermos felizes e aceitos do jeito que somos. Essa foi a opção do paranaense de 26 anos, Darci Meneguelo Junior, que nasceu com a Síndrome de Talidomida, caracterizada pela má formação dos membros superiores e inferiores. Desde 2012, ele encontrou no Power Soccer um novo horizonte para sua vida e luta para continuar se destacando na modalidade. Por isso, o Blog do Paradesporto não perdeu tempo e fez uma entrevista com ele. Não deixe de conferir!!!
Blog do Paradesporto: Como você conheceu o Power Soccer?
Darci Junior: Em 2012 fui convidado a conhecer um projeto de futebol em cadeira de rodas motorizadas, e foi amor à primeira vista.
BP: Qual é a sensação de ter sido o capitão da primeira seleção brasileira de power soccer?
DJ: No momento em que fui comunicado sobre esta escolha, fiquei surpreso pois haviam outros atletas com a mesma capacidade minha para comandar a equipe, mas depois me senti honrado e automaticamente a minha carga de responsabilidade aumentou. No começo não foi fácil segurar o próprio nervosismo, ansiedade, medo, e ao mesmo tempo tentar controlar os mesmos sentimentos dos colegas em quadra. A cada gol do Brasil a torcida vinha à loucura, e era neste momento que eu tinha que controlar a situação para não perder o foco de jogo.
BP: Conte um pouco sobre as regras e a composição das equipes.
DJ: Uma equipe de power soccer é composta por 4 atletas em quadra, sendo 3 na linha e 1 no gol, tendo como objetivo principal marcar o maior numero de gols e assim ganhar de seu adversario. O esporte é praticado em uma quadra com as mesmas demarcações da quadra de basquete, com exceção da área do gol. As principais regras são: a cadeira não pode ultrapassar os 10 km/h na velocidade final, não pode bater uma cadeira em outra e também a “regra do 2 em 1”, que é quando 2 atletas vão pra cima de 1 adversário pra tentar roubar a bola, no caso é falta indireta.
BP: Em todo paradesporto há a classificação funcional. Como ela funciona no Power Soccer?
DJ: No power soccer existem duas classificações: PF1 e PF2. PF1 para atletas mais acometidos por suas patologias e PF2 para atletas com um pouco mais de mobilidade fisica. Além disso, cada equipe deve ter pelo menos 2 PF1 em quadra.
BP: Você foi convocado novamente para a seleção brasileira. O que espera dos treinamentos e o que pretende fazer para se manter na lista até a convocação final?
DJ: Eu espero que os treinamentos sejam bons o suficiente para a equipe ir bem para as competições do próximo ano e também pretendo me dedicar ao máximo nos treinos.
BP: Você fez faculdade de sistema de informações e agora cursa Mba em gestão de projetos. Como faz para conciliar sua rotina de treinos com os estudos?
DJ: No momento estou fazendo pós-graduação, então minhas aulas são aos sábados pela manhã, e no período da tarde aos sábados eu treino.
BP: Como está sendo a experiência de ser um dos diretores de sua própria equipe no Power Soccer e quais são os seus desejos para o futuro da equipe no esporte?
DJ: É gratificante você ver sua equipe crescer tática e estruturalmente. Ainda precisamos evoluir com equipamentos melhores, estrutura de treino adequada, e para isso estamos procurando patrocínio.
BP: Deixe um recado para quem tem algum tipo de deficiência e quer entrar para o paradesporto.
DJ: Para você que acha que não pode fazer nada por ser deficiente, o esporte muda a vida das pessoas, assim como mudou a minha. Procure uma modalidade que goste e experimente participar. Vale a pena!
Não é por acaso que superação e vontade de viver definem o estilo de vida de Darci Junior. O Blog do Paradesporto agradece pela entrevista.

Impressionante!
ResponderExcluirShow... Vlw Bernardo
ResponderExcluir